Amplamente difundida, automedicação traz riscos à saúde

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Amplamente difundida, automedicação traz riscos à saúde

De acordo com Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 72% da população toma remédios por conta própria e 40% faz autodiagnóstico utilizando a internet. Tornou-se comum manter uma minifarmácia em casa, com remédios para combater desde azia e má digestão, até as mais severas dores de cabeça. Porém, em geral, desconhecem-se as reações adversas que estes medicamentos podem provocar, bem como a reação perante outros fármacos e alimentos que podem alterar sua fórmula e mecanismo de ação.

Ao medicar-se sem orientação médica, resolvem-se os sintomas sem tratar a verdadeira causa por trás deles. Desta maneira, o diagnóstico pode ser prejudicado e, logo, um tratamento mais eficaz e acertivo deixa de ser efetuado. Por exemplo, o uso indiscriminado de cremes para a pele pode causar dermatite de contato, além de mascarar um possível câncer de pele.

Suplementos vitamínicos, que lotam as prateleiras de drogarias, quando consumidos em excesso podem provocar doenças, como no caso da grande ingestão de vitamina C, a qual pode levar a distúrbios gastrointestinais e cálculo renal. Dependendo da dose e do tipo de remédio, os medicamentos podem trazer sérias complicações.

Combinar diferentes classes cria terreno fértil para reações adversas no organismo e, consequentemente, manifestações inesperadas. Antitérmicos e analgésicos pode acarretar problemas de fígado; analgésicos e anti-inflamatórios, complicações estomacais e renais. No caso das mulheres, é importante atentar-se sobre o anticoncepcional, haja vista alguns medicamentos podem reduzir os efeitos.

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