A importância da ultrassonografia na gravidez

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A importância da ultrassonografia na gravidez

A realização de exames de ultrassom possui diversas funções durante a gestação da mulher e são imprescindíveis para o correto acompanhamento deste período. A falta deste exame pode implicar no atraso diagnóstico de diversas complicações, que podem interferir no desenvolvimento da gestação, colocando em risco não apenas a vida do feto, mas também da mãe.

Segundo o dr. Guilherme Loureiro Fernandes, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), o primeiro exame a ser feito tem a finalidade de datar a gravidez com exatidão.

“Este ultrassom é realizado, de preferência, entre a sexta e a sétima semana da gestação”, informa. “Na sequência, há o exame morfológico de primeiro trimestre, que avalia o risco de doenças cromossômicas, cardiopatias e outras malformações estruturais”.

O morfológico de segundo trimestre tem como objetivo analisar o formato interno e externo da criança, verificar se o nível do líquido amniótico está adequado e, mais uma vez, checar a presença de malformações.

Conforme dr. Guilherme, ainda no segundo trimestre é avaliado o risco de prematuridade espontânea, pelo estudo do colo uterino. Ao final do segundo trimestre e durante o terceiro, pode ser indicada a realização de nova ultrassonografia obstétrica, para avaliar o grau de oxigenação materno-placentário-fetal, bem como o desenvolvimento e crescimento do feto”, explica o especialista.

Outro exame importante é o ecocardiograma fetal, que deve ser feito por um cardiologista especializado em feto a partir da 16ª semana de gestação, sendo o ideal em torno de 24 semanas.

Neste caso, a principal função é o rastreamento de malformação cardíaca, que pode chegar a 8% em grupos de risco, afirma dr. Guilherme. “É cada vez mais comum a indicação da ecocardiografia fetal como um exame de rotina”.

Riscos

Os riscos não estão descartados nestes exames, e dependem inclusive da regulação de alguns índices mecânicos e térmicos da máquina de ultrassom. No entanto, o especialista afirma que desde que o aparelho esteja com tais índices bem regulados, parece não existir qualquer risco materno-fetal.

Os principais riscos, ele alerta, estão na não realização dos exames, com aumento em potencial da morbimortalidade perinatal. “Os riscos são monstruosos, pois não sabemos a forma da criança, o grau de oxigenação, ou se há patologias ginecológicas junto à gravidez, como um mioma ou câncer de ovários. É inconcebível a ideia de não se fazer ultrassonografia no pré-natal”, alerta.

Novas tecnologias

Atualmente, o grande destaque nesta área são as ultrassonografias 3D e 4D, esta última também conhecida como 3D em tempo real. A diferença entre as duas é que a última funciona como um filme, e durante a apresentação ainda é possível congelar as imagens, gerando fotos.

“Estes exames aproximam ainda mais a família do bebê. Existe um tipo de imagem, chamada baby face, em que a mãe consegue ver exatamente o rosto da criança. É muito bom para o relacionamento emocional”, afirma.

Além deste aspecto, o dr. Guilherme também aponta benefícios do ponto de vista médico para estas novas tecnologias: a qualidade da imagem sendo muito melhor também permite um estudo do profissional mais preciso.

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